Lugares diferentes. Vidas diferentes. Histórias que nos convidam a pensar no que queremos transmitir hoje.
PORTUGAL · CASTELO BRANCOUm saber tem o nome
de quem o ensinou.
Nos testemunhos do inventário do Bordado de Castelo Branco, Alice Gordino recorda aprender com Laura Ascensão, num grupo de três raparigas. Rosa Gonçalves identifica Antónia Goulão como a mestra com quem aprendeu aos 12 anos.
Os nomes ficaram. A técnica também carrega a memória de uma relação.
Quem lhe ensinou algo que ainda vive nas suas mãos?
Inventário patrimonial · testemunhos reunidos em 2023 ↗CHIPRE · LEFKARAAprender era também
ficar por perto.
A documentação da UNESCO descreve mulheres a trabalhar e conversar nas ruas e nos pátios de Lefkara. A aprendizagem fazia-se também pela observação, junto de mães e avós.
Ver um gesto. Tentar. Pedir ajuda. Descobrir outra maneira de fazer.
Que coisa gostava de aprender com alguém sentado ao seu lado?
UNESCO · inscrição patrimonial de 2009 ↗CHINA · JIANGYONGPalavras para atravessar
uma mudança.
Mulheres transmitiam a escrita nüshu e trocavam textos ligados às suas relações. Entre esses objetos estavam livros oferecidos às noivas no terceiro dia após o casamento, com mensagens para uma nova etapa.
Uma dedicatória permite que a presença de alguém nos acompanhe quando tudo muda.
Que palavras gostaria de ter recebido num momento de mudança?
The UNESCO Courier · 2018 ↗ Histórias documentadas que inspiram o Entrepontos. Cada tradição tem o seu contexto; a nossa roda é uma escolha que fazemos no presente.